Sintomas do sarampo: saiba identificar, prevenir e entenda a importância da vacinação

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Os sintomas do sarampo voltaram a chamar a atenção das autoridades de saúde e da população brasileira no último. Após décadas de controle da doença, o país enfrentou novamente registros preocupantes, com comunicados emitidos para reforço da vigilância epidemiológica.

Esse cenário acende um sinal de alerta, principalmente porque o sarampo é uma doença altamente contagiosa e que pode causar complicações graves, sobretudo em crianças pequenas. A combinação entre circulação do vírus em outros países e a queda na cobertura vacinal ajuda a explicar por que o tema voltou ao centro das discussões em saúde pública.

Por isso, vamos falar hoje sobre quais são os principais sintomas do sarampo, como acontece a transmissão e quais os riscos da doença, além de explicar a importância da vacinação e os cuidados necessários em caso de suspeita de contágio!

O que é o sarampo e por que ele preocupa tanto?

O sarampo é uma doença infecciosa causada por um vírus que se espalha com extrema facilidade. Apesar de muitas pessoas associarem o sarampo a algo do passado, a doença ainda representa um desafio importante, principalmente em locais onde a vacinação não atinge os níveis ideais.

Como o vírus é transmitido pelo ar, por meio de gotículas liberadas ao falar, tossir ou espirrar. Isso significa que uma única pessoa infectada pode transmitir o sarampo para a maioria das pessoas ao seu redor que não estejam imunizadas. Estima-se que até 90% dos contatos próximos sem proteção possam adoecer.

O que agrava o cenário atual é que, em 2025, houve uma redução na cobertura da vacina tríplice viral em relação ao ano anterior. Dados divulgados pela Agência Brasil apontam que os índices ficaram abaixo dos 95% recomendados, o que aumenta a vulnerabilidade da população e facilita a reintrodução do vírus no país.

O que está por trás do aumento de casos de sarampo?

Até outubro de 2025, o Brasil confirmou dezenas de casos de sarampo, incluindo infecções relacionadas a viagens internacionais e ao contato com pessoas contaminadas no exterior. Alguns estados, como Tocantins, Maranhão e Mato Grosso, receberam classificação de situação de surto.

Esse aumento está diretamente ligado à circulação do vírus em outros países e à queda da imunização. Quando menos pessoas estão vacinadas, o vírus encontra espaço para se espalhar rapidamente, inclusive entre indivíduos que nunca tiveram contato com a doença.

Por isso, autoridades de saúde reforçam a importância de reconhecer rapidamente os sintomas do sarampo e procurar atendimento médico o quanto antes, evitando complicações e novas transmissões.

Principais sintomas do sarampo: como identificar?

Os sintomas do sarampo podem ser confundidos, no início, com os de outras infecções virais comuns. Por isso, conhecer os sinais é fundamental para buscar ajuda médica rapidamente. Os primeiros sintomas costumam incluir:

  • Febre alta, geralmente acima de 38,5 °C;
  • Tosse seca persistente;
  • Coriza, com nariz escorrendo ou entupido;
  • Irritação nos olhos, conhecida como conjuntivite;
  • Mal-estar intenso e cansaço excessivo.

Após alguns dias, geralmente entre o terceiro e o quinto dia de sintomas, surgem as manchas vermelhas pelo corpo, chamadas de exantema. Essas manchas costumam aparecer primeiro no rosto e atrás das orelhas, espalhando-se depois para o tronco, braços e pernas.

Um ponto importante de atenção é que, mesmo após o aparecimento das manchas, a febre pode continuar elevada. Esse é um sinal de alerta, principalmente em crianças menores de cinco anos, pois pode indicar maior gravidade da doença.

Quando os sintomas do sarampo se tornam mais graves?

Embora algumas pessoas tenham uma evolução mais leve, o sarampo deve ser levado a sério. Trata-se de uma doença que pode causar complicações sérias e até levar à morte, especialmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com o sistema imunológico enfraquecido.

Entre as principais complicações estão:

  • Pneumonia: infecção nos pulmões que é a causa mais comum de morte associada ao sarampo em crianças;
  • Otite média: infecção no ouvido, que pode resultar em perda auditiva permanente;
  • Encefalite: inflamação no cérebro, uma condição rara, mas extremamente grave, que pode causar sequelas neurológicas ou óbito;
  • Desnutrição e agravamento do estado geral: especialmente em crianças, a recuperação pode levar semanas.

Essas complicações reforçam a importância de não ignorar os sintomas do sarampo e procurar atendimento de saúde assim que os primeiros sinais surgirem.

Como ocorre a transmissão do sarampo?

O sarampo é considerado uma das doenças mais contagiosas que existem. A transmissão ocorre pelo ar, e o vírus pode permanecer ativo no ambiente por horas, mesmo após a pessoa infectada ter deixado o local.

Outro ponto importante é o período de transmissão. A pessoa com sarampo pode transmitir o vírus desde cerca de seis dias antes do surgimento das manchas até quatro dias após o aparecimento das mesmas. Isso significa que alguém pode espalhar a doença sem saber que está com sarampo.

Por esse motivo, o isolamento de casos suspeitos ou confirmados é uma medida essencial para interromper a cadeia de transmissão.

Diagnóstico: como acontece a confirmação do sarampo?

O diagnóstico do sarampo pode ser feito a partir da avaliação clínica, considerando os sintomas apresentados. No entanto, o ideal é que haja confirmação laboratorial.

Em situações de surto, o diagnóstico clínico pode ser considerado, mas a confirmação laboratorial continua sendo a forma mais segura de identificar a doença e orientar as ações de controle.

Os exames mais utilizados incluem:

  • Sorologia, por meio de amostra de sangue
  • Testes de biologia molecular, com coleta de secreções da garganta, nariz ou urina.

Existe tratamento para o sarampo?

Não existe um tratamento específico capaz de eliminar o vírus do sarampo. O cuidado é focado no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações.

Antibióticos não são indicados, a menos que haja infecções secundárias, como pneumonia bacteriana ou otite. Em muitos casos, especialmente em crianças, a recuperação completa pode levar várias semanas.

As principais orientações incluem:

  • Manter boa hidratação;
  • Garantir alimentação adequada;
  • Controlar a febre, conforme orientação médica;
  • Evitar o uso de medicamentos sem prescrição.

Vacinação: a principal forma de prevenção

A vacinação é, sem dúvida, a maneira mais eficaz de prevenir o sarampo. No Brasil, a proteção é feita por meio das vacinas dupla viral, tríplice viral e tetraviral, todas disponíveis gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Todas previnem o sarampo e cabe ao profissional de saúde aplicar a vacina adequada para cada pessoa, de acordo com a idade ou situação epidemiológica.

Na rotina dos serviços de saúde, todas as pessoas de 12 meses a 59 anos de idade têm indicação para serem vacinadas contra o sarampo. 

Vale lembrar que a vacinação para o sarampo pode ser indicada para crianças de seis meses a menores de um ano, em localidades com o surto da doença, a depender da avaliação e indicação conjunta das três esferas de gestão.

Isolamento e cuidados para evitar a transmissão

Além da vacina, algumas medidas ajudam a reduzir a disseminação do vírus. Pessoas com suspeita ou confirmação de sarampo devem evitar frequentar escola, trabalho ou locais com aglomeração por pelo menos quatro dias após o surgimento das manchas. Outras orientações importantes incluem:

  • Evitar contato com crianças pequenas e gestantes;
  • Manter ambientes limpos e bem ventilados;
  • Cobrir a boca ao tossir ou espirrar;
  • Higienizar as mãos com frequência.

Informação e prevenção salvam vidas

O aumento dos casos no último ano mostra que o sarampo ainda é uma ameaça real. Portanto, conhecer os sintomas da doença, buscar atendimento rápido e manter a vacinação em dia são atitudes essenciais para evitar complicações e novas transmissões.

E você, já conferiu se sua carteira de vacinação está em dia? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe sua opinião ou dúvida sobre o tema! 


* Com informações de Agência Brasil e Ministério da Saúde.

** Confira também aqui no blog o post 12 mitos e verdades sobre vacinação que você precisa conhecer.

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