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Saúde

Herpes-zóster: saiba quem deve tomar a vacina e como prevenir essa doença

26 de julho de 2026 8 min de leitura 9 visualizações

O herpes-zóster, conhecido popularmente como cobreiro, é uma doença causada pelo vírus varicela-zóster, o mesmo responsável pela catapora. Embora muitas pessoas acreditem que o vírus desaparece após a recuperação da catapora, a verdade é que o agente permanece “adormecido” no organismo e pode ser reativado anos ou até décadas depois, principalmente quando o sistema imunológico está enfraquecido.

Com o envelhecimento da população e o aumento de doenças crônicas, os casos de herpes-zóster têm se tornado mais frequentes. Além de provocar lesões na pele, a doença pode causar dor intensa e complicações que afetam a qualidade de vida por meses ou até anos. 

A boa notícia é que existe uma forma eficaz de prevenção: a vacina contra herpes-zóster. Siga a leitura conosco e saiba mais sobre como a doença surge, quais são seus sintomas, como é feito o tratamento e por que a vacinação é considerada a principal estratégia de prevenção.

O que é herpes-zóster?

O herpes-zóster é uma infecção provocada pela reativação do vírus varicela-zóster. Depois da catapora, o vírus permanece nos nervos do corpo em estado latente. Quando ocorre uma queda da imunidade, pode voltar a se multiplicar, causando o herpes-zóster.

Essa reativação é mais comum em pessoas acima dos 50 anos, mas também pode acontecer em adultos mais jovens que apresentam doenças ou tratamentos que comprometem o sistema imunológico. 

Herpes-zóster e herpes simples são diferentes

Apesar do nome semelhante, o herpes-zóster não é o mesmo que o herpes simples.

O herpes simples é causado pelo vírus HSV e costuma provocar lesões recorrentes nos lábios ou na região genital. Já o herpes-zóster é causado pelo vírus da catapora e aparece apenas em pessoas que já tiveram essa doença anteriormente.

Outra diferença importante é que o herpes-zóster costuma provocar dores muito mais intensas e segue o trajeto de um nervo, formando lesões concentradas em apenas um lado do corpo.

Quem tem maior risco?

Qualquer pessoa que já teve catapora pode desenvolver herpes-zóster, mas alguns grupos apresentam risco significativamente maior:

  • adultos com 50 anos ou mais;
  • pessoas com baixa imunidade;
  • pacientes em tratamento contra câncer;
  • transplantados;
  • pessoas vivendo com HIV;
  • portadores de doenças crônicas, como diabetes;
  • usuários de medicamentos imunossupressores.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), aproximadamente uma em cada três pessoas desenvolverá herpes-zóster ao longo da vida, e esse risco aumenta com o envelhecimento.

Sintomas do herpes-zóster

Os sintomas costumam começar antes do aparecimento das lesões na pele. É comum sentir dor, formigamento, queimação ou sensibilidade em apenas um lado do corpo. Após alguns dias, surgem pequenas bolhas agrupadas sobre uma região avermelhada.

Os principais sintomas incluem:

  • dor intensa;
  • sensação de queimação;
  • formigamento ou dormência;
  • coceira;
  • febre baixa;
  • dor de cabeça;
  • mal-estar;
  • bolhas na pele.

As lesões aparecem geralmente no tórax, pescoço, rosto ou região lombar e acompanham o trajeto de um nervo. Em cerca de duas a quatro semanas, as bolhas secam, formam crostas e desaparecem.

Quando a doença pode ser mais grave?

Embora muitos casos evoluam bem, o herpes-zóster pode provocar complicações que merecem atenção.

Quando o vírus atinge os nervos da face, pode comprometer os olhos, a audição e até provocar paralisia facial. Pessoas com imunidade comprometida também apresentam maior risco de desenvolver formas disseminadas da doença.

A complicação mais conhecida é a neuralgia pós-herpética, caracterizada pela permanência da dor mesmo após o desaparecimento das lesões. Essa dor pode durar meses ou até anos, prejudicando significativamente a qualidade de vida.

Como é feito o diagnóstico?

Na maioria das situações, o diagnóstico é clínico. O médico identifica a doença pelas características das lesões e pelos sintomas apresentados.

Exames laboratoriais, como PCR ou testes sorológicos, costumam ser solicitados apenas em casos específicos, como pacientes imunossuprimidos, formas graves da doença ou quando há necessidade de confirmar o diagnóstico.

Tratamento

O tratamento depende da gravidade do quadro e das condições de saúde do paciente. Nos casos leves, o foco é aliviar os sintomas com medicamentos para dor, febre e coceira, além dos cuidados locais com a pele para evitar infecções.

Também é recomendado:

  • manter a área limpa;
  • evitar coçar ou romper as bolhas;
  • seguir corretamente as orientações médicas.

Em pacientes com maior risco de complicações, podem ser indicados medicamentos antivirais. Quando iniciados nas primeiras fases da doença, esses medicamentos ajudam a reduzir a duração dos sintomas, a intensidade da infecção e o risco de complicações.

A vacina contra herpes-zóster é a principal forma de prevenção

A vacinação é considerada atualmente a medida mais eficaz para prevenir o herpes-zóster. Estudos mostram que sua eficácia ultrapassa 90% em adultos com mais de 50 anos.

Além de reduzir significativamente o risco de desenvolver a doença, também diminui as chances de ocorrer neuralgia pós-herpética, uma das complicações mais incapacitantes.

A vacinação é recomendada para:

  • adultos com 50 anos ou mais, mesmo que já tenham tido herpes-zóster;
  • pessoas entre 18 e 49 anos com maior risco devido à imunossupressão ou outras condições médicas, conforme orientação profissional.

Os efeitos colaterais costumam ser leves e temporários, incluindo dor no local da aplicação, dor muscular, dor de cabeça e cansaço.

Atualmente, a vacina ainda não integra o calendário de vacinação do SUS para toda a população, embora especialistas discutam sua futura incorporação devido aos benefícios comprovados.

Além da vacina, é possível reduzir o risco?

Embora a vacina seja a principal forma de prevenção, alguns hábitos ajudam a fortalecer o sistema imunológico e podem contribuir para reduzir o risco de reativação do vírus, como:

  • manter uma alimentação equilibrada;
  • praticar atividade física regularmente;
  • dormir bem;
  • controlar doenças crônicas, como diabetes;
  • reduzir o estresse quando possível;
  • manter o acompanhamento médico, principalmente em pessoas com imunidade comprometida.

Vale destacar, porém, que essas medidas não impedem o surgimento do herpes-zóster. Tais práticas ajudam na saúde geral, mas a única estratégia comprovadamente eficaz para prevenir a doença e suas complicações é a vacinação.

Perguntas frequentes

Quem já teve catapora pode ter herpes-zóster?

Sim. O herpes-zóster só ocorre em pessoas que já tiveram contato com o vírus da catapora.

Herpes-zóster é contagioso?

A doença pode transmitir o vírus para pessoas que nunca tiveram catapora ou não foram vacinadas. Nesse caso, a pessoa desenvolverá catapora, e não herpes-zóster.

Quem já teve herpes-zóster precisa tomar vacina?

Sim. A doença pode reaparecer, e a vacinação ajuda a reduzir esse risco. A indicação deve ser avaliada pelo médico.

A doença pode deixar sequelas?

Sim. A principal é a neuralgia pós-herpética, mas também podem ocorrer alterações na visão, audição ou sensibilidade, dependendo da região afetada.

A prevenção faz toda a diferença

O herpes-zóster é uma doença que vai além das lesões na pele. A dor intensa e as possíveis complicações podem comprometer a rotina e a qualidade de vida, principalmente entre idosos e pessoas com baixa imunidade.

Reconhecer os primeiros sintomas, procurar atendimento médico rapidamente e manter a vacinação em dia quando indicada são atitudes fundamentais para reduzir o risco da doença e de suas complicações. 

Hoje, a vacina contra herpes-zóster representa a forma mais eficaz de prevenção, oferecendo alta proteção e diminuindo significativamente a ocorrência de casos graves.

Você já tomou a vacina contra herpes-zóster ou conhece alguém que precisou lidar com a doença? Compartilhe sua experiência nos comentários e ajude a ampliar a conscientização sobre a prevenção. 


* Confira também aqui no blog o post Dia Nacional da Vacinação: você está com o cartão de vacinas em dia?.

** Com informações do Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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