Fazer a criança largar a chupeta pode ser um desafio para muitos pais. Afinal, o acessório costuma fazer parte da rotina do bebê e está ligado ao conforto e à sensação de segurança.
Nos primeiros meses, a chupeta pode ter benefícios e ser recomendada durante o sono. Com o crescimento do bebê, porém, o uso prolongado pode afetar a saúde bucal e tornar a retirada mais difícil.
Neste conteúdo, vamos abordar por que o uso prolongado merece atenção e quais estratégias podem ajudar a criança a abandonar a chupeta com mais tranquilidade. Confira as dicas que selecionamos!
Por que a criança gosta tanto da chupeta?
O ato de sugar é natural para o bebê. Além de estar ligado à alimentação, esse hábito também pode trazer calma e segurança. Por isso, é comum recorrer à chupeta quando a criança está cansada, com sono, irritada ou precisa de conforto.
Nos primeiros meses, esse hábito pode ter uma função positiva. Segundo recomendações da Academia Americana de Pediatria, oferecer a chupeta durante o sono nos primeiros meses está associado à redução do risco de síndrome da morte súbita infantil.
Acontece que o uso prolongado merece atenção principalmente por causa dos possíveis impactos na saúde bucal. O hábito pode interferir no desenvolvimento da arcada dentária e aumentar o risco de alterações na mordida, como a mordida cruzada.
Além disso, o uso contínuo da chupeta depois dos 12 meses pode estar associado a mais episódios de infecção de ouvido.
Qual é a melhor idade para largar a chupeta?
Não existe uma idade única que funcione para todas as crianças. As informações reunidas pelo site Pais & Filhos, por exemplo, indicam que o processo pode começar entre 1 e 2 anos. O site Bebê.com também cita especialistas que recomendam introduzir a ideia de abandonar a chupeta por volta dos 2 anos.
7 dicas para ajudar a criança a largar a chupeta
1. Reduza o uso aos poucos
Em vez de retirar a chupeta de uma hora para outra, diminua os momentos de uso.
Uma estratégia é restringir primeiro a chupeta aos cochilos e ao sono noturno. Quando a criança estiver acostumada, avance para a retirada completa. Durante as brincadeiras, por exemplo, a criança pode ficar sem o acessório. Depois, amplie os períodos.
2. Ofereça outra fonte de conforto
Se a chupeta representa segurança, ofereça alternativas. Um paninho, cobertor, bichinho de pelúcia ou brinquedo favorito pode ajudar nos momentos em que a criança normalmente procuraria o acessório. Oferecer colo ou contar histórias também podem fazer parte da substituição.
3. Incentive a criança a falar sem a chupeta
A fala pode ser uma aliada. A fonoaudióloga Ana Lúcia Duran, citada pelo site Bebê.com, orienta os pais a explicarem que, para serem compreendidas, as crianças precisam estar sem a chupeta na boca.
Portanto, quando a criança quiser contar algo, incentive-a a retirar o acessório para conversar. Em vez de brigar, diga que assim será mais fácil entender o que ela está falando.
4. Prepare a criança para a despedida
Evite simplesmente esconder ou jogar fora a chupeta sem explicar. Alguns dias antes, converse sobre a situação e diga que, em breve, a criança conseguirá ficar sem o acessório.

5. Crie um ritual de despedida
Transformar a retirada em um momento especial pode facilitar a adaptação. Uma opção é criar a história da “fada da chupeta”, que leva os acessórios embora e deixa uma pequena surpresa. Outra é dizer que as chupetas serão guardadas para bebês menores.
Escolha uma história adequada à idade e evite ameaças ou situações que provoquem medo.
6. Comemore cada conquista
Reconheça os pequenos avanços. Se a criança passou uma tarde sem chupeta, elogie o esforço. Uma tabela com adesivos também pode marcar as conquistas, principalmente com crianças maiores.
7. Tenha paciência e seja consistente
Depois da retirada, a criança pode pedir a chupeta novamente, principalmente quando estiver cansada ou com sono. Acolha o sentimento sem necessariamente voltar atrás. Você pode dizer que sabe que ela está com saudade e que está conseguindo lidar com isso.
Nesse momento, é importante a consistência. Se a família decidiu retirar o acessório, voltar a oferecê-lo sempre que houver choro pode dificultar a adaptação.
O que fazer quando a criança pedir a chupeta?
Não transforme o pedido em discussão. Reconheça o sentimento e ofereça outra forma de conforto, como abraço, história, música ou brinquedo favorito.
Também evite ridicularizar a criança ou dizer que ela está “grande demais” para sentir falta. Esse tipo de comentário pode aumentar a ansiedade.

FAQ: dúvidas sobre como largar a chupeta
Com quantos anos a criança deve largar a chupeta?
Não existe uma idade única. Especialistas indicam que os pais podem começar o processo entre 1 e 2 anos, com atenção ao uso prolongado.
É melhor tirar a chupeta de uma vez?
A retirada gradual pode tornar a adaptação mais tranquila. Uma possibilidade é restringir primeiro o uso aos momentos de sono e depois trabalhar a retirada completa.
A chupeta pode prejudicar os dentes?
O uso frequente e prolongado pode interferir no desenvolvimento da arcada dentária e da mordida. O acompanhamento com odontopediatra pode ser importante quando o hábito persiste.
Como substituir a chupeta?
Objetos de conforto, como cobertores, paninhos e bichinhos de pelúcia, podem ajudar. Colo, histórias, músicas e uma rotina tranquila antes de dormir também são alternativas.
O que fazer se a criança chorar depois de tirar a chupeta?
O choro pode fazer parte da adaptação. Acolha a criança, reconheça a falta que ela sente e ofereça outras formas de conforto. Manter o limite com carinho e consistência pode ajudar.
Largar a chupeta pode ser mais tranquilo do que parece
A retirada da chupeta é uma etapa importante do crescimento, mas não precisa ser traumática. Preparar a criança, diminuir o uso aos poucos e oferecer novas formas de conforto são estratégias que podem facilitar a mudança.
Cada família encontrará seu ritmo. Se surgirem dificuldades persistentes ou dúvidas sobre saúde bucal e desenvolvimento, conversar com os profissionais que acompanham a criança pode ajudar.
Agora conta pra gente: como foi essa experiência na sua família? Conte nos comentários quais estratégias funcionaram ou quais foram mais difíceis e ajude outros pais que estão passando pela mesma fase!
* Confira também aqui no blog o post Refluxo em bebês: quando é normal e quando merece atenção.
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