Deficiência de vitamina D: sintomas, riscos e como repor esse nutriente essencial para o corpo

Deficiência de vitamina D: sintomas, riscos e como repor esse nutriente essencial para o corpo

A deficiência de vitamina D é mais comum do que muitas pessoas imaginam e pode afetar diferentes aspectos da saúde, desde os ossos até o sistema imunológico. 

O nutriente é conhecido principalmente por sua relação com a exposição ao sol. Acontece que, mesmo em um país ensolarado como o Brasil, a adoção de novos hábitos, como passar mais tempo em ambientes fechados, tem contribuído para a alta incidência de níveis insuficientes dessa vitamina no organismo.

Essa é uma situação preocupante, uma vez que a vitamina participa de processos importantes do corpo, influenciando o funcionamento muscular, o humor, a imunidade e até a prevenção de doenças crônicas.

Por isso, ao longo deste conteúdo, vamos  abordar para que serve esse nutriente, quais são os sinais da deficiência de vitamina D e o que fazer para manter níveis adequados no organismo.

O que é a vitamina D e por que ela é importante

Apesar do nome, a vitamina D funciona como um hormônio produzido pelo próprio organismo quando a pele é exposta à luz solar. Trata-se de um nutriente essencial para regular a absorção de cálcio e fósforo, minerais fundamentais para a formação e manutenção dos ossos e dos dentes.

Nos últimos anos, como apontam informações do Hospital Albert Einstein, estudos ampliaram a compreensão sobre as funções dessa vitamina. Assim, hoje se sabe que a substância tem influência em questões como:

  • Fortalecimento do sistema imunológico;
  • Funcionamento do sistema nervoso;
  • Manutenção da força muscular;
  • Equilíbrio do metabolismo ósseo;
  • Liberação adequada de insulina.

O que causa a deficiência de vitamina D

Estima-se que entre 80% e 90% da vitamina D do organismo é obtida por meio da exposição solar, enquanto a alimentação responde por uma parcela menor, mas ainda relevante.

Portanto, a principal causa da deficiência de vitamina D é a baixa exposição ao sol. A rotina urbana e o trabalho em ambientes fechados, bem como o uso constante de transporte motorizado, reduzem o contato com a luz solar.

Outro ponto importante é que o medo de problemas de pele, como envelhecimento precoce e câncer cutâneo, faz muitas pessoas evitarem completamente o sol. O equilíbrio entre proteção e exposição moderada é fundamental.

Além da falta de exposição solar, outros fatores podem contribuir para a insuficiência da vitamina, como:

  • Envelhecimento, que reduz a capacidade da pele de produzir vitamina D;
  • Uso excessivo de protetor solar sem orientação;
  • Alimentação pobre em fontes do nutriente;
  • Doenças que prejudicam a absorção intestinal;
  • Viver em regiões com menor incidência de sol em determinadas épocas do ano.

Sintomas da deficiência de vitamina D

A deficiência de vitamina D pode ser silenciosa no início, o que dificulta o diagnóstico precoce. Com o tempo, alguns sinais começam a aparecer, especialmente relacionados aos ossos e músculos. Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Dores ósseas e musculares;
  • Fraqueza muscular;
  • Cansaço frequente;
  • Baixa imunidade;
  • Dificuldade para ganhar massa muscular;
  • Maior risco de fraturas.

Segundo especialistas do Hospital Albert Einstein, a deficiência prolongada pode contribuir para o desenvolvimento de osteopenia e osteoporose, especialmente após os 50 anos.

Também existem estudos que associam níveis baixos de vitamina D a alterações de humor, como ansiedade e depressão, já que o nutriente participa da regulação do sistema nervoso.

Riscos da falta de vitamina D ao longo da vida

A deficiência de vitamina D pode trazer impactos diferentes dependendo da fase da vida.

  • Na infância, níveis inadequados podem afetar o crescimento e a formação óssea;
  • Na vida adulta, a deficiência pode prejudicar a imunidade, aumentar o risco de doenças metabólicas e comprometer a saúde muscular;
  • Já entre idosos, a atenção precisa ser maior, uma vez que a falta de vitamina D está associada à perda de mobilidade, fraturas e infecções recorrentes nessa faixa etária.

Como obter vitamina D de forma saudável

A principal fonte de vitamina D continua sendo a exposição ao sol. Quando feita com moderação, essa prática traz benefícios sem prejudicar a pele.

Em geral, recomenda-se exposição solar por alguns minutos, algumas vezes por semana, variando conforme o tipo de pele e a orientação profissional. Dessa forma, o ideal é buscar horários e duração adequados para cada pessoa.

Além do sol, a alimentação pode complementar a ingestão do nutriente. Entre os principais alimentos ricos em vitamina D estão:

  • Peixes de água fria, como sardinha e salmão;
  • Gema de ovo;
  • Fígado;
  • Leite integral;
  • Cogumelos;
  • Frutos do mar.

Quando necessário, médicos ou nutricionistas podem recomendar suplementação, ressaltando que essa deve ser realizada sempre após avaliação clínica e exames laboratoriais.

Cuidados importantes no dia a dia

Manter níveis adequados de vitamina D envolve hábitos simples, mas consistentes. Ou seja, pequenas mudanças na rotina podem fazer diferença ao longo do tempo. Algumas estratégias incluem:

  • Reservar momentos da semana para atividades ao ar livre;
  • Manter uma alimentação variada;
  • Realizar exames periódicos;
  • Praticar exercícios físicos;
  • Seguir corretamente orientações médicas sobre suplementos.

Essas medidas ajudam a prevenir não apenas a deficiência de vitamina D, mas também problemas ósseos e musculares associados ao envelhecimento.

O excesso de vitamina D também exige atenção

Embora a deficiência seja mais comum, o excesso de vitamina D também pode causar problemas. A chamada hipervitaminose pode provocar sintomas como náuseas, vômitos, diarreia, cansaço e até cálculo renal.

Por isso, a suplementação nunca deve ser feita por conta própria. O acompanhamento profissional é essencial para garantir doses seguras.

O equilíbrio continua sendo a melhor estratégia para cuidar da saúde.

Vitamina D e qualidade de vida

Manter níveis adequados de vitamina D é uma forma simples de cuidar do corpo como um todo. O nutriente contribui para ossos mais fortes, músculos mais resistentes e um sistema imunológico mais eficiente.

Como vimos, a deficiência de vitamina D pode parecer um problema pequeno no início, mas seus efeitos acumulados podem impactar a mobilidade, a imunidade e a autonomia ao longo da vida.

Por isso, atenção aos sinais do corpo, alimentação equilibrada e acompanhamento médico são atitudes fundamentais para prevenir a carência desse nutriente. 

Se você gostou deste conteúdo, conte nos comentários: você costuma tomar sol regularmente ou já precisou tratar a deficiência de vitamina D?


* Confira também aqui no blog o post Suplementação a partir dos 50 anos: veja vitaminas e minerais essenciais.

** Com informações de Correio Braziliense, Hospital Albert Einstein e Ministério da Saúde.

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