A nova vacina contra a dengue, com produção 100% nacional, representa um avanço histórico no enfrentamento de uma doença que há décadas afeta milhões de brasileiros. Com surtos recorrentes e risco de complicações graves, a dengue sempre exigiu atenção constante das autoridades de saúde e da população.
Nos últimos anos, o Brasil conseguiu reduzir significativamente os casos e os óbitos, resultado da combinação entre ações de prevenção, vigilância epidemiológica e melhorias no atendimento. Ainda assim, o mosquito transmissor continua presente em muitas regiões, o que mantém o risco de novos surtos.
Neste texto, iremos falar sobre como funciona o novo imunizante nacional contra a dengue, quem terá prioridade na vacinação, quais mudanças ele traz para a saúde pública e por que, mesmo com a vacina, seguir combatendo o mosquito Aedes aegypti continua sendo fundamental!
Um novo cenário com a vacina contra a dengue
Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a nova vacina contra a dengue se destaca por ser a primeira do mundo com aplicação em dose única e por ter produção totalmente nacional. A Anvisa aprovou o registro do imunizante em dezembro de 2025, abrindo caminho para sua inclusão no calendário de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 2026.
O Instituto Butantan iniciou a entrega de cerca de 1,3 milhão de doses ao Ministério da Saúde. Essas doses iniciais serão distribuídas gradualmente, respeitando critérios técnicos e epidemiológicos, com foco em públicos prioritários definidos pela pasta.
Esse avanço representa um passo importante no combate à dengue no país, ampliando as ferramentas de proteção da população. No entanto, especialistas e autoridades de saúde reforçam que a vacinação não substitui as ações de prevenção e controle do mosquito Aedes aegypti, que continuam essenciais para reduzir a transmissão e evitar novos surtos.
Quem será vacinado primeiro
A estratégia inicial de vacinação prioriza os profissionais da Atenção Primária à Saúde, que estão diretamente expostos ao vírus no dia a dia. Entre eles estão:
- Agentes comunitários de saúde;
- Agentes de combate a endemias;
- Enfermeiros e técnicos de enfermagem;
- Médicos das Unidades Básicas de Saúde.
Esses profissionais atuam como porta de entrada do sistema de saúde e lidam diariamente com casos suspeitos da doença. Protegê-los, portanto, é essencial para garantir a continuidade do atendimento e reduzir o risco de transmissão.
Com o aumento da produção, a vacina contra a dengue será gradualmente disponibilizada para a população em geral.
Ampliação da vacinação para a população
Após a imunização dos profissionais da saúde, a vacinação seguirá para outros grupos, começando pelos adultos a partir dos 59 anos. A escolha dessa faixa etária leva em conta o maior risco de complicações da doença.
Conforme novas doses forem disponibilizadas, a vacinação será expandida para faixas etárias mais jovens, até alcançar pessoas a partir dos 15 anos. Essa progressão será feita de forma organizada, acompanhando a capacidade de produção do imunizante.
O objetivo é ampliar a cobertura vacinal sem comprometer o fornecimento e a logística de distribuição.

Avaliação prática do impacto da vacina
Além da estratégia nacional, o Ministério da Saúde também adotará ações específicas para analisar o impacto da vacinação em larga escala. Um dos exemplos é o município de Botucatu, em São Paulo.
Nessa cidade, a vacinação da população entre 15 e 59 anos acontecerá de forma antecipada, permitindo observar como o novo imunizante influencia a circulação do vírus e a redução de casos de dengue.
Outros municípios com predominância do sorotipo DENV-3 também estão sendo avaliados para participar dessa estratégia, já que esse tipo do vírus teve papel importante no aumento de casos registrados em anos recentes.
A vacina contra dengue é segura e eficaz?
Sim. A vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan passou por estudos clínicos e avaliações rigorosas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que aprovou seu uso.
Os dados indicam uma eficácia de cerca de 74,7% na prevenção da dengue sintomática em pessoas de 12 a 59 anos. Em relação às formas mais graves da doença, a proteção chega a aproximadamente 89%, reduzindo significativamente o risco de complicações e óbitos.
Esses números reforçam o papel da vacina como uma ferramenta importante, mas que atua de forma complementar às demais estratégias de controle.
Outras vacinas contra dengue já disponíveis
Atualmente, o Sistema Único de Saúde já oferece uma outra vacina contra a dengue, aplicada em duas doses, destinada a adolescentes de 10 a 14 anos.
Desde a inclusão desse imunizante na rede pública, milhões de doses já foram aplicadas em todo o país. A expectativa é ampliar gradualmente a cobertura para mais municípios e garantir a continuidade da vacinação nos próximos anos.
Com a chegada da vacina de dose única, o Brasil passa a contar com mais uma opção para fortalecer a prevenção da doença.

Por que o combate ao mosquito continua essencial
Mesmo com a chegada da vacina contra a dengue, eliminar os focos do mosquito Aedes aegypti segue sendo uma das ações mais importantes para evitar novos surtos. A vacinação reduz o risco da doença, mas não impede totalmente a circulação do vírus.
Por isso, algumas medidas simples continuam indispensáveis no dia a dia, ajudando a reduzir a população do mosquito e a proteger toda a comunidade:
- Eliminar recipientes que acumulam água parada;
- Manter caixas-d’água, cisternas e reservatórios sempre vedados;
- Limpar calhas, ralos, lajes e quintais com frequência;
- Utilizar telas em portas, bem como em janelas em áreas de maior risco;
- Colaborar com as visitas e orientações dos agentes de saúde;
- Apoiar campanhas de prevenção promovidas pelo SUS.
Reforce a proteção com o uso de repelentes
Além das ações ambientais, o uso de repelente é uma forma prática e eficaz de evitar a picada do mosquito transmissor da dengue.
Os repelentes de uso tópico criam uma barreira que dificulta a identificação do cheiro humano pelo mosquito, reduzindo as chances de aproximação e picadas, especialmente em horários de maior atividade do Aedes aegypti.

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Os repelentes oferecem proteção por até quatro horas após a aplicação e são clinicamente testados contra o Aedes aegypti, além de outros mosquitos transmissores de doenças.
Vacina e prevenção caminham juntas
Em resumo, a nova vacina contra a dengue representa um avanço importante para a saúde pública brasileira, mas ela não substitui os cuidados diários. Vacinação, eliminação de focos do mosquito e uso regular de repelente são estratégias complementares.
Manter esses hábitos é essencial para reduzir o risco de transmissão e proteger não apenas a si mesmo, mas também familiares, vizinhos e toda a comunidade.
E você, como tem atuado no combate ao mosquito da dengue? E a linha de repelentes Revitart você já conhecia? Compartilhe sua experiência conosco nos comentários!
* Com informações do Ministério da Saúde.
** Confira também aqui no blog o post Repelente de insetos: veja como usar repelente do jeito certo.