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homem com dor na região superior do abdômen suspeita pancreatite
Saúde

Pancreatite: conheça os sintomas, causas e os cuidados que ajudam a evitar complicações

20 de maio de 2026 8 min de leitura 5 visualizações

A pancreatite é uma inflamação no pâncreas que pode surgir de forma repentina e provocar sintomas intensos, como dor abdominal forte, náuseas e vômitos. Embora muitas pessoas só descubram a importância dessa estrutura quando enfrentam algum problema, o fato é que esse órgão tem papel essencial em várias funções do organismo.

Nos últimos anos, o assunto passou a ganhar destaque por causa do aumento de casos associados a hábitos de vida pouco saudáveis e, mais recentemente, ao uso inadequado das chamadas canetas emagrecedoras. Esses fatos acendem o alerta para a necessidade de acompanhamento médico e diagnóstico precoce.

Aqui, iremos explicar o que é pancreatite, quais são os principais sintomas, as causas mais comuns, os tratamentos disponíveis e quais cuidados ajudam a proteger o funcionamento do pâncreas no dia a dia!

O que é pancreatite?

A pancreatite acontece quando o pâncreas sofre um processo inflamatório. 

Esse órgão fica localizado atrás do estômago e desempenha funções fundamentais no organismo, entre as principais estão:

  • Produzir hormônios como insulina e glucagon, responsáveis pelo controle do açúcar no sangue;
  • Liberar enzimas digestivas que ajudam na digestão de gorduras, proteínas e carboidratos;
  • Auxiliar o equilíbrio do sistema digestivo por meio da secreção de bicarbonato de sódio.

O pâncreas atua silenciosamente no organismo até que algum problema comprometa seu funcionamento. Quando ocorre a inflamação, as enzimas produzidas pelo órgão podem começar a agir dentro dele próprio, causando irritação e outros danos.

A condição pode se apresentar de duas maneiras: pancreatite aguda ou pancreatite crônica.

Diferença entre pancreatite aguda e crônica

A pancreatite aguda aparece de forma repentina. Em muitos casos, o quadro dura alguns dias e melhora com tratamento adequado. Porém, dependendo da gravidade, pode provocar complicações sérias e exigir internação hospitalar.

Já a pancreatite crônica acontece quando a inflamação persiste por muito tempo ou surge repetidamente. Nesse cenário, o pâncreas vai perdendo sua capacidade de funcionar corretamente, o que interfere tanto na digestão quanto no controle da glicose.

Além disso, a pancreatite crônica costuma trazer impactos duradouros na qualidade de vida, incluindo dificuldade para absorver nutrientes, perda de peso e alterações digestivas frequentes.

Principais sintomas da pancreatite

Os sinais da pancreatite normalmente são intensos e difíceis de ignorar. A dor abdominal costuma ser o sintoma principal e pode piorar após as refeições. Outros sinais da inflamação incluem:

  • Dor forte na parte superior do abdômen;
  • Dor que pode irradiar para as costas;
  • Náuseas e vômitos;
  • Febre;
  • Sudorese;
  • Abdômen inchado;
  • Perda de apetite.

Nos casos de pancreatite crônica, outros sintomas também podem aparecer ao longo do tempo, como:

  • Emagrecimento sem causa aparente;
  • Diarreia frequente;
  • Fezes gordurosas e com odor forte;
  • Má digestão;
  • Cansaço constante.

O que pode causar pancreatite?

Existem diferentes fatores capazes de desencadear a inflamação do pâncreas. Algumas causas são bastante conhecidas, enquanto outras acabam surpreendendo muita gente. Veja quais são as mais comuns:

Pedra na vesícula

Os cálculos biliares podem migrar para canais ligados ao pâncreas e bloquear a passagem das enzimas digestivas, o que favorece o processo inflamatório.

Consumo excessivo de álcool

O abuso de bebida alcoólica está entre os principais fatores associados à doença, principalmente nos casos crônicos.

Triglicerídeos elevados

Níveis muito altos de gordura no sangue aumentam o risco de inflamação pancreática.

Alguns medicamentos

Certos remédios podem desencadear pancreatite em pessoas mais sensíveis.

Tabagismo e alimentação inadequada

Fumar e manter uma dieta rica em gordura e ultraprocessados também contribui para sobrecarregar o órgão.

Fatores genéticos e doenças específicas

Fibrose cística, alterações hereditárias e tumores também estão entre as possíveis causas. Ademais, infecções virais e traumas na região abdominal também podem provocar inflamação pancreática em alguns casos.

O alerta sobre as canetas emagrecedoras

Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou para o risco de pancreatite associado ao uso inadequado das chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos que incluem substâncias como semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida.

Segundo reportagem da Agência Brasil, houve aumento nas notificações de casos relacionados a esses medicamentos no Brasil e em outros países. Apesar disso, a Anvisa reforça que os remédios continuam seguros quando utilizados corretamente, com prescrição médica e acompanhamento profissional.

O órgão também orienta que sintomas como dor abdominal intensa, náuseas persistentes, vômitos e dor que irradia para as costas devem ser avaliados rapidamente por um médico, já que podem indicar pancreatite. 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da pancreatite envolve avaliação clínica, exames laboratoriais e exames de imagem. O médico geralmente investiga:

  • Intensidade e localização da dor;
  • Histórico de consumo de álcool;
  • Uso de medicamentos;
  • Presença de cálculos biliares;
  • Alterações digestivas recentes.

Entre os exames mais utilizados estão os testes de sangue para medir enzimas pancreáticas, como amilase e lipase, além de ultrassom, tomografia e ressonância magnética.

O diagnóstico rápido faz diferença porque alguns casos evoluem rapidamente e podem comprometer outros órgãos do corpo.

Como funciona o tratamento da pancreatite?

O tratamento depende da gravidade e da causa da inflamação. Os principais cuidados incluem:

  • Controle da dor;
  • Hidratação adequada;
  • Medicamentos para náusea e vômitos;
  • Dieta específica;
  • Suspensão do álcool;
  • Interrupção do cigarro.

Na pancreatite aguda, muitos pacientes precisam ser hospitalizados para controle da dor e hidratação intravenosa, bem como monitoramento constante.

Nos casos crônicos, o tratamento costuma envolver mudanças permanentes no estilo de vida e reposição de enzimas digestivas para auxiliar a digestão dos alimentos.

Em situações mais graves, pode haver necessidade de procedimentos para drenagem de líquidos, retirada de tecidos comprometidos ou outras intervenções cirúrgicas.

Alimentação faz diferença no controle da doença

A alimentação tem papel fundamental tanto na recuperação quanto na prevenção de novas crises de pancreatite. 

Como o pâncreas participa diretamente da digestão das gorduras, o excesso de frituras, ultraprocessados e refeições muito pesadas pode sobrecarregar o órgão e igualmente dificultar seu funcionamento.

Por isso, médicos costumam recomendar uma alimentação mais saudável, com boa hidratação e maior consumo de frutas, legumes e verduras. No mesmo sentido, evitar bebidas alcoólicas é uma das medidas mais importantes para reduzir o risco de novas inflamações.

Pancreatite exige atendimento imediato?

Em casos graves, a pancreatite pode provocar complicações sérias e até levar à morte.

A inflamação intensa pode causar infecções, necrose pancreática, falência de órgãos e alterações importantes na circulação sanguínea.

Por isso, sintomas intensos nunca devem ser ignorados. Procurar atendimento médico imediato é fundamental, principalmente quando há:

  • Dor abdominal muito forte;
  • Febre alta;
  • Dificuldade para respirar;
  • Queda de pressão;
  • Confusão mental.

Como prevenir a pancreatite?

Nem todos os casos de inflamação no pâncreas podem ser evitados, mas alguns hábitos ajudam bastante a reduzir os riscos, tais como:

  • Evitar consumo excessivo de álcool;
  • Não fumar;
  • Manter alimentação equilibrada;
  • Controlar colesterol e triglicérides;
  • Fazer acompanhamento médico regular;
  • Não usar medicamentos sem orientação profissional;
  • Praticar atividade física regularmente.

FAQ: dúvidas frequentes sobre pancreatite

Pancreatite tem cura?

A pancreatite aguda pode ser completamente tratada em muitos casos. Já a pancreatite crônica costuma exigir acompanhamento contínuo e controle dos sintomas.

Quem teve pancreatite pode voltar a ter?

Sim. Isso é mais comum quando os fatores de risco continuam presentes, como consumo de álcool, cigarro ou alimentação inadequada.

Canetas emagrecedoras causam pancreatite?

O risco existe, mas é considerado incomum. Segundo a Anvisa, o problema está principalmente no uso sem indicação médica ou sem acompanhamento adequado.

Pancreatite aumenta o risco de diabetes?

Pode aumentar o risco de diabetes, especialmente nos casos crônicos, já que o pâncreas participa da produção de insulina.

A atenção aos sintomas pode evitar complicações

Embora muitas pessoas associem a pancreatite apenas à dor abdominal, a doença vai muito além disso. A inflamação do pâncreas pode comprometer funções essenciais do organismo e causar complicações importantes quando não recebe tratamento adequado.

Ao mesmo tempo, boa parte dos fatores ligados à doença está relacionada ao estilo de vida, o que mostra a importância de hábitos saudáveis, acompanhamento médico e atenção ao uso de medicamentos.

Perceber os sinais do corpo, buscar ajuda rapidamente e manter cuidados contínuos faz toda a diferença para preservar a saúde do pâncreas e evitar consequências mais graves no futuro.

Você já conhecia os sintomas da pancreatite ou tinha ouvido falar sobre os riscos ligados às canetas emagrecedoras? Compartilhe sua experiência nos comentários!


* Confira também aqui no blog o post Resistência à insulina: sinais silenciosos que você não deve ignorar.

** Com informações do Hospital Albert Einstein e MSD Manuals.

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