Beber pouca água: como a falta de hidratação afeta o corpo e o que fazer para mudar esse hábito

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A rotina acelerada, o excesso de compromissos e até a falta de costume fazem com que muitas pessoas passem o dia inteiro bebendo pouca água, sem perceber os impactos que isso pode causar no organismo. Acontece que o corpo sente, e reage, mesmo antes de a sede aparecer.

A água é essencial para a vida e participa de praticamente todos os processos do corpo humano. Quando pouco consumida, o organismo entra em desequilíbrio e começa a enviar sinais claros de que algo não vai bem, desde sintomas leves até problemas mais sérios ao longo do tempo.

Dessa forma, reunimos neste conteúdo informações importantes sobre o que acontece com o corpo quando bebemos pouca água e os principais sinais de desidratação, além de dicas práticas para melhorar a hidratação no dia a dia. Bora conferir?

Por que a água é indispensável para o funcionamento do corpo?

O corpo humano é composto majoritariamente por água, cerca de 60%, em média. Esse dado, amplamente divulgado por especialistas em saúde, ajuda a entender por que a hidratação adequada é tão importante. 

A água está presente nas células, no sangue, nos músculos, nos órgãos e até nas articulações, sendo responsável por transportar nutrientes e oxigênio, ajudar na digestão, regular a temperatura corporal, manter a circulação sanguínea adequada e auxiliar na eliminação de toxinas por meio da urina, do suor e das fezes.

Quando a ingestão de líquidos é insuficiente, essas funções começam a ser prejudicadas. Ou seja, mesmo uma desidratação leve já pode impactar o bem-estar, causando cansaço, dor de cabeça e dificuldade de concentração.

O que acontece com o corpo quando a pessoa bebe pouca água?

O primeiro sinal de que algo está errado costuma ser a sede. No entanto, esse não é o único alerta, e nem sempre aparece com clareza. Ao beber pouca água, o organismo entra em modo de economia, tentando preservar o máximo possível desse líquido essencial.

Além da sede, o corpo envia outros sinais claros quando está faltando água. A nutricionista Caroline Medeiros, em entrevista à CNN Brasil, destaca que a cor da urina é um dos principais indicadores: quanto mais escura, maior a chance de desidratação.

Em alguns casos, o coração passa a bater mais rápido para compensar a redução do volume de sangue, já que a água é fundamental para manter a circulação adequada.

Entre os sintomas mais comuns da desidratação estão:

  • Urina mais escura e em menor volume;
  • Dor de cabeça frequente;
  • Cãibras musculares;
  • Mau hálito;
  • Olhos secos;
  • Tontura;
  • Irritabilidade e alterações de humor;
  • Sensação de cansaço constante;
  • Pressão arterial mais baixa;
  • Falta de concentração;
  • Confusão mental leve;
  • Retenção de líquidos;
  • Baixo desempenho físico.

Quem tem mais risco de sofrer com a desidratação?

Alguns grupos são mais vulneráveis aos efeitos de beber pouca água. Trabalhadores que passam longos períodos ao ar livre, como no campo ou na construção civil, perdem grandes quantidades de líquidos pelo suor, especialmente em dias quentes.

Pessoas idosas também precisam de atenção especial. Afinal com o passar dos anos, a sensação de sede tende a diminuir, e problemas cognitivos ou o uso de certos medicamentos podem dificultar a percepção da necessidade de beber água.

Crianças, atletas, pessoas que praticam atividades físicas intensas, quem consome bebidas alcoólicas com frequência e quem vive em regiões de clima muito quente também estão mais propensos à desidratação.

Os efeitos de longo prazo de beber pouca água

Quando a baixa ingestão de líquidos se torna um hábito, os impactos no organismo tendem a ser mais sérios. Um dos problemas mais comuns é a constipação intestinal, já que a água é essencial para a formação e eliminação das fezes.

A pele e as mucosas também sofrem, ficando mais ressecadas. Com o tempo, a desidratação crônica pode favorecer o surgimento de pedras nos rins, pois a urina mais concentrada facilita a cristalização de minerais.

Especialistas em endocrinologia alertam ainda que a falta de água ao longo dos anos pode prejudicar o funcionamento dos rins e aumentar o risco de insuficiência renal. Além disso, o sangue mais espesso pode elevar o risco de trombose e acidente vascular cerebral (AVC).

Para pessoas que já têm predisposição à formação de cálculos renais, a ingestão adequada de água é ainda mais importante, podendo ultrapassar os dois litros diários, conforme orientação médica.

Quanto de água devemos beber por dia?

A recomendação mais comum é que um adulto consuma cerca de 2 litros de água por dia. Outra orientação amplamente utilizada é a ingestão de aproximadamente 35 ml de água por quilo de peso corporal.

No entanto, não existe uma fórmula única válida para todos. A quantidade ideal varia de acordo com o peso, a idade, o nível de atividade física, o clima e até o tipo de alimentação.

Além disso, quem pratica exercícios, trabalha em ambientes quentes ou consome muitos alimentos salgados tende a precisar de mais líquidos. Em períodos de calor intenso, como os registrados recentemente no país, essa necessidade pode aumentar ainda mais.

Como saber se o corpo está bem hidratado?

Embora os sinais físicos sejam importantes, alguns exames laboratoriais ajudam a identificar o nível de hidratação. A dosagem de ureia no sangue, por exemplo, pode indicar se o corpo está com falta de água.

Quedas frequentes de pressão, sensação constante de cansaço e dores de cabeça recorrentes também podem ser sinais de que a hidratação não está adequada.

Como reforçam os especialistas do Hospital Israelita Albert Einstein, a água é essencial para o equilíbrio térmico e hidroeletrolítico do organismo, além de estar presente na composição de todas as células. Por isso, sua falta pode gerar desequilíbrios importantes.

Situações que exigem atenção redobrada à hidratação

Algumas circunstâncias aumentam a perda de líquidos e exigem maior consumo de água. Nesses casos, esperar sentir sede pode não ser suficiente. O ideal portanto é beber água ao longo do dia, de forma distribuída. Tais situações incluem:

  • Dias muito quentes;
  • Prática de atividades físicas;
  • Consumo de bebidas alcoólicas;
  • Alimentação rica em sal;
  • Quadros de febre, diarreia ou vômitos.

Dicas práticas para beber mais água no dia a dia

Para quem tem dificuldade em manter o hábito, algumas estratégias simples ajudam bastante:

  • Tenha sempre uma garrafa de água por perto;
  • Use alarmes ou aplicativos para lembrar de beber água;
  • Prefira água gelada, que costuma ser mais fácil de consumir;
  • Aposte em águas saborizadas com frutas, ervas e especiarias;
  • Consuma alimentos ricos em água, como melancia, pepino, tomate e abacaxi;
  • Inclua chás sem açúcar e água de coco na rotina;
  • Evite substituir água por refrigerantes, sucos industrializados ou bebidas adoçadas, pois além de não matarem a sede, podem trazer prejuízos à saúde quando consumidas em excesso.

Pequenas mudanças que fazem grande diferença

Manter uma boa hidratação ajuda no funcionamento das células, melhora a digestão, facilita o trabalho dos rins, contribui para a saúde do coração, favorece o funcionamento do cérebro e mantém a pele mais saudável.

Mesmo benefícios simples, como mais disposição, menos dores de cabeça e melhor concentração, já mostram como a água é uma aliada poderosa da saúde.

E você, costuma beber água ao longo do dia ou percebe que acaba bebendo pouca água na rotina? Conte nos comentários como é sua hidratação diária e quais estratégias ajudam você a se cuidar melhor!


* Confira também aqui no blog o post Benefícios das leguminosas: tudo o que você precisa saber para aproveitar melhor esses alimentos.

** Com informações de G1 e CNN Brasil.

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