Você já procurou formas de parar de roncar ou conhece alguém que enfrenta esse problema? Embora muita gente encare o ronco como algo comum, essa condição pode impactar a qualidade do descanso e até indicar alterações importantes na saúde.
O ronco afeta homens e mulheres de diferentes idades e, em alguns casos, está relacionado apenas à posição de dormir ou ao cansaço. Em outros, pode estar associado a condições que exigem acompanhamento médico, como a apneia do sono.
Neste artigo, iremos falar sobre as principais causas do ronco, quando o problema merece atenção, quais são os tratamentos disponíveis e quais hábitos podem ajudar quem deseja melhorar a qualidade do sono e reduzir os episódios de ronco. Siga a leitura conosco!
O que é o ronco e por que ele acontece?
O ronco é um ruído produzido durante o sono e que acontece quando o ar encontra dificuldade para passar pelas vias respiratórias superiores. Isso faz com que estruturas da garganta, do palato e, em alguns casos, da língua vibrem, produzindo o som característico.
Durante o sono ocorre uma redução natural do tônus muscular da garganta. Com isso, o espaço por onde o ar circula fica mais estreito, favorecendo a vibração dos tecidos e o surgimento do ronco.
É importante destacar que roncar ocasionalmente não significa necessariamente que exista uma doença. Após um dia muito cansativo, durante um resfriado ou em determinadas posições para dormir, o ronco pode aparecer de forma temporária.
O problema surge quando ele se torna frequente, intenso ou vem acompanhado de outros sintomas que prejudicam a saúde do sono.
Quais são as principais causas do ronco?
Existem diversos fatores que podem contribuir para o surgimento do ronco. Algumas causas estão relacionadas a hábitos de vida, enquanto outras envolvem alterações anatômicas ou problemas de saúde.
Entre as principais causas do ronco, podemos destacar:
- Excesso de peso e obesidade;
- Dormir de barriga para cima;
- Consumo de álcool antes de dormir;
- Uso de medicamentos sedativos;
- Tabagismo;
- Rinite alérgica e sinusite;
- Desvio de septo nasal;
- Aumento das amígdalas ou adenoides;
- Presença de pólipos nasais;
- Alterações hormonais;
- Gravidez;
- Histórico familiar de ronco.
Além disso, pessoas que apresentam obstruções nas vias respiratórias tendem a desenvolver um fluxo de ar mais turbulento durante o sono, aumentando as vibrações que provocam o ruído.
Outro fator importante é a idade. Com o envelhecimento, os tecidos da garganta podem perder firmeza, favorecendo o aparecimento do ronco.
Quando o ronco deixa de ser normal?
Embora seja relativamente comum, o ronco não deve ser ignorado quando começa a interferir na rotina ou no bem-estar.
Um sinal de alerta é o chamado ronco excessivo, que é quando a condição se manifesta praticamente todas as noites e costuma ser acompanhada por sintomas durante o dia.
Dessa forma, vale ficar atento aos seguintes sinais:
- Sono não reparador;
- Cansaço constante;
- Sonolência durante o dia;
- Irritabilidade frequente;
- Dificuldade de concentração;
- Falhas de memória;
- Diminuição da libido;
- Despertares frequentes durante a noite.
Esses sintomas podem indicar que o organismo não está conseguindo descansar adequadamente durante o sono.
Em alguns casos, o ronco também pode ser acompanhado por pausas respiratórias, engasgos ou sensação de sufocamento. Nessa situação, a investigação médica se torna ainda mais importante.

A relação entre ronco e apneia do sono
Um dos principais problemas associados ao ronco é a apneia do sono. Nem toda pessoa que ronca apresenta apneia. Porém, quem possui apneia costuma roncar com frequência.
Esse distúrbio acontece quando a respiração é interrompida parcial ou totalmente durante alguns segundos enquanto a pessoa dorme. Essas pausas podem ocorrer diversas vezes ao longo da noite.
Quando a respiração para repetidamente, o organismo recebe menos oxigênio. Como consequência, o cérebro precisa “acordar” o corpo várias vezes para restabelecer a passagem de ar, mesmo que a pessoa não perceba.
Ao longo do tempo, isso pode aumentar o risco de problemas como:
- Hipertensão arterial;
- Diabetes tipo 2;
- Doenças cardiovasculares;
- Infarto;
- Acidente vascular cerebral (AVC).
Por isso, identificar precocemente a apneia é fundamental para proteger a saúde e melhorar a qualidade de vida.
Como saber se é o caso de procurar um médico?
Muitas pessoas descobrem que roncam por causa de reclamações do parceiro, familiares ou companheiros de quarto.
No entanto, algumas situações indicam que vale a pena procurar avaliação especializada, principalmente para descartar distúrbios respiratórios mais graves. Confira quais são elas:
- O ronco ocorre praticamente todas as noites;
- Existem pausas respiratórias durante o sono;
- Sensação de cansaço mesmo após várias horas de descanso;
- Sonolência excessiva durante o dia;
- Dificuldade de concentração;
- O ronco está afetando relacionamentos ou a convivência familiar.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada. O médico costuma investigar os hábitos de sono, histórico de saúde e sintomas apresentados pelo paciente.
Muitas vezes, o relato de quem dorme no mesmo quarto ajuda a identificar características importantes, como intensidade do ronco, frequência e possíveis pausas respiratórias.
Quando há suspeita de apneia do sono, o exame mais indicado costuma ser a polissonografia.
Considerado o padrão-ouro para avaliação dos distúrbios do sono, o exame monitora diversos parâmetros enquanto a pessoa dorme, incluindo respiração, oxigenação, frequência cardíaca e atividade cerebral.

Tratamento para ronco: quais opções existem?
O tratamento para ronco depende diretamente da causa identificada. Em muitos casos, mudanças simples no estilo de vida já proporcionam melhora significativa.
Além dessas medidas, existem outras abordagens que podem ser indicadas.
Dispositivos intraorais
São aparelhos semelhantes aos usados em tratamentos odontológicos. Eles ajudam a posicionar melhor a mandíbula e a língua, ampliando a passagem de ar.
CPAP
O CPAP é considerado uma das opções mais eficazes para casos relacionados à apneia do sono.
O equipamento utiliza uma máscara conectada a um aparelho que envia ar continuamente para manter as vias respiratórias abertas durante toda a noite.
Apesar da alta eficácia, algumas pessoas precisam de um período de adaptação ao uso.
Cirurgias
Em situações específicas, o médico pode recomendar procedimentos cirúrgicos para corrigir alterações anatômicas que favorecem o ronco.
Entre elas estão cirurgias nasais, correção de desvio de septo, remoção de amígdalas aumentadas ou procedimentos realizados no palato.
Dicas para parar de roncar naturalmente
Quem deseja parar de roncar também pode adotar algumas estratégias simples no dia a dia. Confira as principais:
- Dormir preferencialmente de lado;
- Utilizar travesseiros que mantenham a cabeça levemente elevada;
- Evitar bebidas alcoólicas nas horas que antecedem o sono;
- Manter o peso corporal adequado;
- Controlar alergias respiratórias;
- Ter horários regulares para dormir;
- Praticar atividades físicas regularmente;
- Parar de fumar.
Embora essas medidas não substituam o acompanhamento médico, podem contribuir significativamente para a melhora dos sintomas e da qualidade do sono.
Por que cuidar da saúde do sono é tão importante?
Dormir bem vai muito além de acordar disposto.
Uma boa saúde do sono influencia diretamente o funcionamento do cérebro, o equilíbrio hormonal, o sistema imunológico e a saúde cardiovascular.
Quando o sono é interrompido constantemente por roncos intensos ou episódios de apneia, o organismo não consegue completar adequadamente os ciclos de descanso.
Com o passar do tempo, isso pode impactar o humor, a memória, a produtividade e até aumentar o risco de doenças crônicas. Por isso, qualquer alteração persistente no padrão do sono merece atenção.
FAQ: dúvidas frequentes sobre o ronco
Roncar todos os dias é normal?
Não necessariamente. O ronco frequente pode indicar alterações respiratórias ou distúrbios do sono que precisam ser investigados.
Existe remédio para parar de roncar?
Atualmente, não existe um medicamento específico capaz de eliminar o ronco. O tratamento depende da causa identificada.
Quem ronca sempre tem apneia do sono?
Não. Muitas pessoas roncam sem apresentar apneia. Porém, o ronco frequente pode ser um sinal de alerta para a doença.
Perder peso ajuda a reduzir o ronco?
Sim. Segundo especialistas, a perda de peso é uma das estratégias mais eficazes para reduzir o ronco em pessoas com excesso de peso.
Qual médico procurar?
O ideal é buscar um otorrinolaringologista ou um especialista em medicina do sono. Dependendo do caso, outros profissionais também podem participar do tratamento.
Menos ronco, mais saúde e qualidade de vida
O ronco pode parecer apenas um incômodo noturno, mas em muitos casos funciona como um importante sinal de alerta do organismo.
Identificar as causas do ronco, adotar hábitos saudáveis e buscar orientação médica quando necessário são atitudes que ajudam a preservar a qualidade do sono e a saúde de forma geral.
Se você percebe sintomas como cansaço excessivo, despertares frequentes ou suspeita de apneia do sono, não deixe de procurar avaliação especializada. Quanto mais cedo o problema for identificado, maiores são as chances de sucesso no tratamento.
E você, já percebeu que ronca ou já tentou alguma estratégia para parar de roncar? Compartilhe sua experiência nos comentários!
* Confira também aqui no blog o post Você sente muito sono durante o dia? Saiba o que é hipersonia e quais as possíveis causas.
** Com informações do Hospital Albert Einstein e UOL.
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